Cuiabá, 20 de Junho de 2024

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Variedades Quinta-feira, 11 de Abril de 2024, 21:59 - A | A

Quinta-feira, 11 de Abril de 2024, 21h:59 - A | A

CASO MARIELLE

Virginia detona deputados: “Não foi com as esposas deles, né?”

Cinco dos oito deputados da bancada de Mato Grosso votaram para liberar Chiquinho Brazão

CÍNTIA BORGES
Midianews

A primeira-dama do Estado Virginia Mendes fez duras críticas aos cinco deputados federais de Mato Grosso que votaram pela liberdade do parlamentar Chiquinho Brazão (sem partido/RJ), acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e de seu motorista Anderson Gomes.

“Não foi com as esposas deles, não é mesmo? Infelizmente o machismo ainda domina”, disse.

Brazão foi preso pela Polícia Federal em 24 de março com o seu irmão, o conselheiro Domingos Brazão, do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, pela acusação de terem contratado o ex-policial militar Ronnie Lessa para assassinar Marielle, em 2018. 

A primeira-dama ainda afirmou que ficou decepcionada com a bancada de Mato Grosso. 

Os cinco deputados justificam que a prisão de Brazão, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contraria a Constituição Federal.  

É que um dos artigos da Constituição diz que os parlamentares federais “não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável”. E para eles, Brazão não estava em flagrante. 

“Fiquei decepcionada com os parlamentares de Mato Grosso que estão apoiando Chiquinho Brazão. Não concordo também com essa prerrogativa que os parlamentares têm amparados pela Constituição, de que prisões de parlamentares no exercício do mandato têm de ser submetidas aos plenários da Câmara ou do Senado”, disse. 

“Isso é absurdo e ultrapassado. Não entendi porque as mulheres não votaram a favor da permanência do Brazão na prisão. Eu até gostaria de conversar com elas para entender esse apoio”, emendou. 

Entenda 

A Constituição Federal estabelece que, em caso de prisão de parlamentares, a determinação da prisão deve ser referendada pelos colegas. Na noite de quarta-feira (10), a Câmara Federal definiu pela manutenção da prisão. 

No entanto, a bancada de Mato Grosso, composta por oito deputados, votou contrária à manutenção da prisão por cinco votos a três. São eles: Coronel Assis (União), Coronel Fernanda (PL), Amália Barros (PL), Abílio Brunini (PL) e José Medeiros (PL). 

Já os deputados Juarez Costa (MDB), Emanuelzinho (MDB) e Gisela Simona (União) foram favoráveis à manutenção. 

Ao todo, 277 parlamentares votaram pela manutenção da prisão, enquanto 129 foram contra e houve 28 abstenções. 

O crime 

Marielle foi assassinada no dia 14 de março de 2018, quando saía com seu motorista e mais uma assessora de uma agenda política no Rio de Janeiro.  

Com a delação premiada de Ronnie Lessa, as investigações chegaram aos irmãos Brazão. 

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