Cuiabá, 31 de Janeiro de 2026

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Variedades Terça-feira, 30 de Dezembro de 2025, 13:26 - A | A

Terça-feira, 30 de Dezembro de 2025, 13h:26 - A | A

VENDEDORES AFASTADOS

Barraca de envolvidos em agressão a turistas de MT tem atividades suspensas

Ação vem após casal de empresários de MT ser agredido após uma discussão sobre o valor cobrado pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol

Rdnews

A Prefeitura de Ipojuca, no Pernambuco, publicou nessa segunda-feira (29) que suspendeu, por uma semana, as atividades da barraca envolvida nas agressões a um casal de Mato Grosso em uma praia de Porto de Galinhas.

O caso aconteceu na tarde de sábado (27) e repercutiu nacionalmente. O casal de empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, moradores de Mato Grosso, foi agredido após uma discussão sobre o valor cobrado pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol.

Além da suspensão temporária, a prefeitura também informou que fez comunicação formal à barraca para afastamento imediato e preventivo dos garçons e atendentes envolvidos no caso até o fim das investigações. 

Também há reforço nas ações de fiscalização na região, com atuação integrada da Guarda Municipal e da Secretaria de Meio Ambiente, incluindo a ampliação do efetivo em campo, e reforço na fiscalização para coibir a prática de venda casada e da exigência de consumação mínima nas barracas.

Vendedores se defendem

Em vídeo publicado nas redes sociais, os vendedores se defenderam. Um dos barraqueiros afirma que as pessoas estão tentando atrelar homofobia à história e, segundo ele, não é o caso e sim que Johnny e Cleiton teriam iniciado uma discussão com outra vendedora, de nome Vera, pois não queriam que uma família fosse alocada em outro guarda-sol, bem na frente do casal.

Na sequência, o primeiro vendedor retoma a fala e afirma que a praia é pública, mas o espaço não é e que, segundo ele, há uma concessão para que os barraqueiros possam trabalhar no local e cobrar pelos serviços. Ele aponta ainda que um rapaz que também trabalha no local, conhecido como Dinho, teria mostrado o cardápio ao casal, falado sobre o valor de R$ 80, afirmando que o valor estava condicionado ao consumo de comidas e bebidas dos barraqueiros. 

“[...] Infelizmente tem pessoas que saem com o intuito de, tipo, tirar uma onda. Chega assim: ‘Não, aqui é um espaço público, eu vou sentar e não vou pagar aí’. Gente, infelizmente não é um espaço público. A praia sim é pública, mas existe uma concessão para a gente trabalhar. Pô, se tu chegar aqui na cadeira e sentar, ninguém vai te proibir de sentar na areia. Mas se tu sentar e usar o guarda-sol, velho, tu vai ter que pagar o serviço do guarda-sol. Porque ninguém aqui está trabalhando de graça, todo mundo aqui é trabalhador”, afirmou. 

Agressores identificados

Conforme publicado pelo Rdnews, até o momento, 14 vendedores que participaram das agressões foram identificados pelo Governo de Pernambuco.

O casal publicou um vídeo nas redes sociais, após receberem alta do hospital, afirmando que pretende processar o Município de Ipojuca e o Estado de Pernambuco, pois, além das agressões, relataram que o hospital da cidade não possui raio-x e que precisaram pagar com o próprio dinheiro para serem transferidos a outra unidade médica, pois também não havia uma ambulância.  

“Eu queria, prefeito, que você passasse por uma situação dessa lá na praia. Eu estou intimando você a arcar com os nossos prejuízos. A gente não vai deixar isso barato. Já entramos em contato com todos os nossos advogados. Nós vamos processar a Prefeitura, o Estado de Pernambuco e eu espero nunca mais na minha vida pisar nesse lugar”, diz trecho do vídeo.

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