O deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou que busca uma saída negociada para encerrar o impasse envolvendo a área onde está instalado o Hospital Universitário Júlio Müller, após questionamentos feitos pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. Segundo o parlamentar, a controvérsia sobre a divisa territorial não compromete o funcionamento da unidade nem o atendimento à população.
A discussão ganhou força após a aprovação de uma lei de autoria de Wilson que redefine os limites territoriais e transfere oficialmente a área do hospital para o município de Santo Antônio de Leverger. Para o deputado, o ponto central do debate tem sido distorcido, já que o hospital é uma instituição federal e não sofre interferência administrativa das prefeituras envolvidas.
Wilson destacou que a gestão do Hospital Júlio Müller é de responsabilidade exclusiva da Universidade Federal de Mato Grosso, independentemente de o prédio estar localizado em Cuiabá ou em Santo Antônio de Leverger. Na avaliação dele, a alteração da divisa não gera prejuízo aos usuários nem à rede pública de saúde.
O parlamentar também ressaltou que a unidade atende pacientes de diferentes regiões do estado e continuará prestando serviços normalmente. Para ele, o debate territorial não afeta o caráter regional do hospital nem o acesso da população aos atendimentos.
Apesar de reconhecer entraves jurídicos e administrativos, Wilson afirmou que há avanços nas conversas com o Executivo municipal. Segundo ele, o prefeito de Cuiabá já demonstrou concordância quanto à redefinição da área do Morro de Santo Antônio, que deverá ficar integralmente sob jurisdição de Santo Antônio de Leverger, restando apenas a definição relacionada ao hospital.
Como alternativa para solucionar o conflito, o deputado defendeu a criação de um grupo de trabalho com representantes das duas prefeituras, do Instituto de Terras de Mato Grosso e da Assembleia Legislativa. A expectativa é de que uma solução consensual seja construída nas próximas semanas.
O posicionamento de Wilson ocorre após Abilio Brunini anunciar que pretende recorrer à Justiça contra a lei aprovada pela Assembleia Legislativa, alegando inconstitucionalidade e possíveis impactos administrativos. O prefeito argumenta que a mudança territorial pode gerar entraves burocráticos e atrasar a conclusão do novo hospital.
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