O presidente do Partido Novo em Mato Grosso, Rafael Alvarez Paulino Iacovacci, avaliou com tom crítico e político a saída da vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa, que oficializou nesta segunda-feira (2) sua filiação ao MDB. Segundo ele, a decisão causou surpresa dentro do partido e deixou marcas pela forma como foi conduzida.
Rafael relembrou que o Novo teve papel central na construção do projeto político que levou Vânia ao cargo de vice-prefeita, destacando o gesto de grupo do então filiado Reginaldo Teixeira, que abriu espaço para viabilizar a composição da chapa majoritária. À época, a coligação exigia uma mulher para compor com Abílio Brunini, e o Novo apostou em Vânia, mesmo sem ela ser um nome cogitado por outras legendas naquele momento.
“O Reginaldo (Teixeira) sempre foi uma pessoa extremamente partidária e de grupo. Ele recuou para que a Vânia pudesse vir, entendendo o contexto político daquele momento. Hoje, ele segue contribuindo com o município à frente da Secretaria de Obras, fazendo um trabalho diferenciado e reconhecido”, afirmou.
Sobre a saída da vice-prefeita, o dirigente ressaltou que o partido não foi comunicado previamente e soube da mudança apenas pela imprensa. Para ele, mais do que a decisão em si, o que causou desconforto foi a maneira como o desligamento ocorreu.
“A escolha é dela, isso não está em discussão. O desfecho até poderia ser previsível, mas a forma foi desnecessária. Houve um grupo que acreditou, que deu oportunidade e sustentou politicamente esse projeto. O mínimo esperado era respeito com as pessoas e com o partido”, pontuou.
Rafael também destacou o contraste ideológico da decisão, ao lembrar que Vânia deixa uma legenda de perfil liberal para se filiar a um partido de campo oposto. “Agora ela está em um partido de esquerda, foi uma guinada política significativa. Cada um sabe o caminho que escolhe trilhar”, concluiu.
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