O secretário estadual de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, afirmou nesta quinta-feira (12) que o governador Mauro Mendes (União Brasil) deverá deixar o comando do Executivo estadual no dia 31 de março.
Segundo o secretário, há expectativa de que uma reunião com todo o secretariado seja realizada nessa data, o que sinalizaria a despedida formal do chefe do Executivo antes da saída do cargo.
“Nós vamos estar à disposição do pleito dentro do que a lei permite. No próximo dia 31, eu deixo o cargo junto com o governador Mauro Mendes”, disse.
Apesar da declaração, Gilberto Figueiredo ressaltou que os secretários ainda não receberam comunicação oficial sobre a renúncia. Ele destacou, porém, que o encontro previsto com toda a equipe de governo no fim do mês reforça a possibilidade de que a data marque a transição administrativa.
Prazo eleitoral e disputa ao Senado
A eventual saída de Mauro Mendes está relacionada ao processo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral brasileira para ocupantes de cargos executivos que pretendem disputar outro cargo eletivo. Para concorrer a uma das duas vagas ao Senado Federal nas eleições de outubro, governadores precisam deixar o cargo dentro do prazo legal estabelecido pela Justiça Eleitoral.
Nos bastidores políticos, Mendes é apontado como um dos principais nomes cotados para a disputa senatorial em Mato Grosso, apoiado por partidos da base governista e por setores do agronegócio, principal motor econômico do estado.
Sucessão no Executivo estadual
Caso a renúncia se confirme, quem assume o governo é o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que passaria a exercer o mandato até o fim da atual gestão.
A expectativa é de que Pivetta promova ajustes no primeiro escalão da administração estadual, com possíveis substituições em secretarias estratégicas para imprimir sua própria linha de gestão. Mudanças desse tipo são comuns em processos de sucessão dentro do mesmo mandato, especialmente quando o titular deixa o cargo para disputar eleições.
Impactos administrativos e políticos
A eventual saída de Mendes também pode influenciar diretamente o cenário político estadual, uma vez que o governador mantém alta influência sobre a base parlamentar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e sobre prefeitos do interior.
Além disso, o governo de Mato Grosso vem executando um volume significativo de obras de infraestrutura e programas sociais, cuja continuidade dependerá da condução da nova administração.
Até o momento, o Palácio Paiaguás não divulgou confirmação oficial da renúncia, mantendo a situação no campo das expectativas políticas. Caso se concretize, a mudança marcará o início de uma nova fase na administração estadual e no processo eleitoral deste ano.
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