Em meio à Operação Gorjeta, que resultou no segundo afastamento em menos de um ano do vereador Chico 2000 (sem partido), a presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), emitiu uma nota oficial afirmando que a Casa Legislativa “atendeu de forma colaborativa” às diligências da Polícia Civil nesta terça-feira (27).
A presidente ressaltou que a Câmara não é alvo das investigações, tendo apenas cumprido determinações judiciais. “Reforça ainda que a Câmara Municipal não é alvo de qualquer apuração, tendo apenas cumprido determinações legais, como é dever de toda instituição pública comprometida com a legalidade”, diz trecho da nota.
Paula Calil afirmou que a instituição manterá uma “condução firme, responsável e institucional”, garantindo que continuará colaborando com as autoridades sempre que solicitada, “com serenidade, transparência e respeito às decisões judiciais”. Ela também destacou que, por se tratar de procedimento em segredo de justiça, eventuais esclarecimentos adicionais cabem exclusivamente aos órgãos responsáveis pela investigação.
A Operação Gorjeta, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), cumpriu 75 ordens judiciais e investiga um esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares, com foco na Secretaria Municipal de Esportes e na Câmara de Vereadores. As investigações apontam que um grupo, que incluía também o empresário João Nery Chiroli e o servidor Alex Jony Silva, direcionava emendas a um instituto e a uma empresa, com parte dos recursos sendo “devolvida” ao vereador responsável pela destinação.
Além do afastamento de Chico 2000, a operação determinou o bloqueio de R$ 676.042,32 em contas bancárias e o sequestro de veículos e imóveis. Este é o segundo afastamento do parlamentar, que já havia sido afastado em abril de 2025 pela Operação Perfídia, que investigava um esquema de propina relacionado às obras da Avenida Contorno Leste.
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