Às vésperas de completar um ano para as eleições de 2026, um grupo formado por prefeitos, empresários e produtores rurais articula um movimento para convencer o ex-ministro da Agricultura e ex-governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PP), a retornar à política e disputar novamente o comando do Estado.
Batizado de “Volta Blairo”, o movimento tem como principal argumento a defesa de que o ex-governador seria o único capaz de manter a unidade entre as lideranças políticas da direita e do agronegócio em Mato Grosso, setores que hoje mostram sinais de divisão.
Temor de racha no grupo governista
Segundo apuração da reportagem, o movimento surge em meio ao temor de um possível racha no grupo que atualmente comanda o governo estadual, diante dos nomes já colocados como pré-candidatos: o do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e do senador Wellington Fagundes (PL).
Lideranças ligadas ao agronegócio avaliam que tanto Pivetta quanto Wellington encontram resistência entre setores mais alinhados ao bolsonarismo, especialmente na ala considerada de extrema-direita, o que poderia fragilizar a base eleitoral que sustenta o atual projeto político em Mato Grosso.
Blairo nega retorno
Apesar da movimentação, Blairo Maggi tem descartado qualquer possibilidade de disputar as eleições de 2026. Em entrevista à Gazeta, ele negou ter sido procurado oficialmente, mas reforçou que não pretende retornar à vida pública.
“Vieram me perguntar isso outro dia. Mas não existe nada, e não me procuraram para fazer essa proposta. Mas semanas atrás eu convidei alguns prefeitos para entregar o livro que lancei (sobre minha passagem pelo Ministério da Agricultura no governo Michel Temer). Então, talvez isso possa ter confundido algumas pessoas, achando que era um movimento de retorno para a política”, explicou.
Maggi ainda reforçou sua decisão de permanecer afastado do cenário eleitoral.
“Sem chance nenhuma. Eu deixei bem claro em 2018 que estava me aposentando da política e que já tinha dado a minha contribuição. Hoje estou focado nos negócios da família”, completou.
Contexto
Conhecido como o “rei da soja”, Blairo Maggi foi governador de Mato Grosso por dois mandatos (2003-2010), senador (2011-2016) e ministro da Agricultura de Michel Temer (2016-2018). Em 2018, anunciou que se retiraria da política, optando por cuidar dos negócios do grupo Amaggi, uma das maiores tradings de grãos do mundo.
Maggi também é considerado padrinho político do atual governador Mauro Mendes (União Brasil) e chegou a apoiar a candidatura de Pivetta ao governo em 2016. Sua eventual volta, caso ocorresse, poderia alterar significativamente o tabuleiro da sucessão estadual, dada sua influência histórica no agronegócio e seu peso político em Brasília.
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Nunes 03/10/2025
Ótimo candidato será que Brairo vai querer disputar?
1 comentários