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Política Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026, 08:53 - A | A

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026, 08h:53 - A | A

DEFESA DE PIVETTA

Mendes diz que União não pode limitar sucessão a nome do partido

Em meio a disputa interna, governador reforçou confiança em Pivetta, mas disse não mandar na sigla

Midianews

O governador Mauro Mendes, presidente do União Brasil em Mato Grosso, disse que a escolha do candidato ao Governo não deve se limitar a um nome interno do partido e defendeu o respeito à democracia e às demais legendas.

A declaração ocorre em meio ao debate interno sobre a possibilidade de lançar candidatura própria na sucessão do Palácio Paiaguás, enquanto Mendes mantém apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta, que pré-candidato ao cargo pelo Republicanos. 

“Você não pode achar que só dentro do seu partido tenha pessoas preparadas para assumir esse desafio. Temos que respeitar os outros partidos e respeitar a própria democracia”, afirmou. 

O governador destacou a trajetória política conjunta com Pivetta, lembrando que ambos disputaram eleições desde 2010 e governam o Estado juntos desde 2019.

Segundo Mendes, a marca de sua gestão tem sido a estabilidade administrativa, citando a permanência de vice-governador, secretários e lideranças estratégicas ao longo dos anos. Para ele, esse perfil foi um dos ingredientes do sucesso do atual governo. 

“Essa é a estabilidade. E o Otaviano Pivetta foi uma pessoa extraordinária na condução desse processo junto comigo”, disse, ao justificar o apoio ao vice. 

Apesar da posição pessoal, Mendes ressaltou que não decide sozinho os rumos partidários. 

Questionado sobre o senador Jayme Campos (União), que se apresenta como um possível pré-candidato do partido, Mendes afirmou que a definição oficial de candidaturas acontece apenas na convenção partidária, conforme o regimento. 

Ele reconheceu a trajetória política do senador e disse que ele pode, sim, construir uma candidatura. 

“O senador Jayme não é qualquer um. É um senador da República. Ele tem uma longa trajetória ao longo de muitos anos. Ele pode construir. E a decisão do partido, do União Progressista, vai ser tomada lá na frente, na forma do regimento”, afirmou.

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