O governador de Mato Grosso e presidente estadual do União Brasil, Mauro Mendes, reagiu às críticas feitas pelo dirigente regional do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, e classificou como “pobre” o debate político baseado na divisão entre direita e esquerda.
A declaração ocorre em meio à movimentação antecipada das forças políticas no estado para a sucessão ao Palácio Paiaguás em 2026. Mendes citou o senador Wellington Fagundes (PL), apontado como pré-candidato ao governo pela sigla ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, para sustentar que alianças políticas no Brasil costumam ser mais pragmáticas do que ideológicas.
“O próprio Wellington há pouco tempo atrás estava fazendo campanha para Lula, fazendo campanha para Lúdio [Cabral, deputado estadual] aqui em Cuiabá. Isso é muito natural”, afirmou o governador, em tom crítico.
Para Mendes, que lidera uma legenda posicionada no campo de centro-direita, a polarização ideológica não tem produzido soluções concretas para a população. “Eu não sei em quem ele [Ananias] está falando. Mas, acho muito pobre esse discurso de ‘direita e esquerda’. Isso não enche a barriga de ninguém. Nem ser direita e ser esquerda resolve os problemas da sociedade”, declarou.
A fala responde diretamente às críticas de Ananias Filho, que vinha questionando partidos como Republicanos, União Brasil e Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Segundo o dirigente do PL, a participação dessas siglas na base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comprometeria o discurso de direita adotado por essas legendas nos estados.
Ananias citou nominalmente o Republicanos — partido do vice-governador Otaviano Pivetta, que é apontado por Mendes como seu candidato natural à sucessão — destacando que a legenda ocupa o Ministério de Portos e Aeroportos, atualmente comandado por Silvio Costa Filho.
“O Republicanos está sentadinho no colinho do Lula”, disse Ananias, ao criticar a participação do partido na Esplanada dos Ministérios.
Nos bastidores políticos de Mato Grosso, a troca de declarações é vista como mais um capítulo da disputa antecipada por alianças e narrativas para a eleição estadual. A tendência é que o embate entre PL e União Brasil se intensifique à medida que se aproximar o calendário eleitoral, especialmente diante da possível consolidação de candidaturas competitivas no campo da direita no estado.
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