O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou ter recebido com naturalidade o convite feito pelo senador Jayme Campos (União Brasil) para que sua esposa, a prefeita de Jaciara, Andréia Wagner, dispute as eleições deste ano como candidata a vice-governadora.
Segundo Russi, a eventual candidatura depende exclusivamente da decisão da própria prefeita, que atualmente cumpre mandato à frente do Executivo municipal.
“Essa é uma decisão dela. Não foi a primeira vez que o Jayme fez esse convite, como ele mesmo falou, já tinha feito em outras oportunidades, inclusive aqui na própria Assembleia”, disse o parlamentar.
O deputado ressaltou que, caso Andréia Wagner opte por entrar na disputa estadual, contará com seu apoio político e pessoal.
“Mas é uma decisão exclusiva dela. Se ela decidir por esse caminho, terá todo o meu apoio”, garantiu o presidente da ALMT.
Gestão municipal pode influenciar decisão
De acordo com Max Russi, um dos fatores que podem pesar na escolha é o momento administrativo vivido pelo município de Jaciara. A prefeita conduz projetos estruturantes e obras públicas em andamento, o que tornaria a renúncia ao cargo uma decisão complexa.
Pela legislação eleitoral brasileira, prefeitos que desejam concorrer a cargos no Executivo estadual precisam se desincompatibilizar do mandato dentro do prazo legal, deixando definitivamente o cargo.
“Não é uma decisão fácil. É uma decisão de renunciar ao mandato. Ela vem fazendo um grande trabalho como prefeita de Jaciara, com vários projetos em andamento. Mas cabe a ela, por ser uma mulher forte e de personalidade, tomar essa decisão”, destacou.
Jaciara, município localizado na região sul de Mato Grosso, tem pouco mais de 30 mil habitantes e economia baseada na agroindústria, turismo regional e comércio. Nos últimos anos, a cidade tem recebido investimentos em infraestrutura urbana e serviços públicos, temas frequentemente citados pela gestão municipal.
Articulações políticas em curso
O convite de Jayme Campos ocorre em meio às movimentações partidárias para a formação das chapas que disputarão o governo estadual. Até as convenções partidárias, previstas para ocorrer até julho, alianças e composições ainda podem sofrer alterações.
“Na política a gente não pode descartar nada. A política é a arte da conversa, do diálogo, dos projetos e dos programas de governo. Não existe nada descartado até julho, quando acontecem as convenções. Até lá seguem as tratativas, as conversas e os alinhamentos”, completou Russi.
Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que a escolha de um nome para vice-governador costuma considerar fatores como força eleitoral regional, experiência administrativa e capacidade de ampliar alianças partidárias, elementos que fazem parte das negociações típicas do período pré-eleitoral.
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