governador Mauro Mendes (UB) disse ter se surpreendido com a saída do amigo e governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que deixou o União Brasil e se filiou ao PSD de Gilberto Kassab. Mauro revela que soube da decisão pelo próprio amigo, pouco antes do anúncio oficial, e avalia que o movimento mexe no tabuleiro político nacional, onde lideranças se articulam para disputar a Presidência da República contra Lula, que buscará à reeleição.
“Ele escolheu um novo caminho. Isso tem que ser respeitado. Ele pode migrar, como qualquer cargo majoritário pode migrar. E ele migrou para o PSD. Lá ele está junto com o Ratinho (Júnior, governador do Paraná), que é outro amigo, com o Eduardo Leite (governador do Rio Grande do Sul), que eu também tenho um excelente relacionamento”, pondera Mauro, em referência aos três governadores que são pré-candidatos ao Planalto.
Segundo Kassab, o acordo do trio é que aquele que estiver melhor nas pesquisas será escolhido para encarar a disputa. Em seguida, ao ser questionado sobre a divisão da direita — já que, além dos três, também são pré-candidatos o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro — Mauro ressalta que o cenário político no Brasil está muito instável, mas que o cidadão está atento.
Mauro volta a afirmar que está preocupado com a forma como o governo Lula conduz as contas públicas e ressalta que pode haver um colapso. Para ele, a gestão federal segue na direção oposta de exemplos positivos como Mato Grosso e Espírito Santo.
“Eu lamento que o governo federal esteja numa trajetória totalmente oposta e não foi à toa que o TCU já decretou que, em 2027, nós teremos shutdown na máquina pública federal. O que significa isso? Vai ter desligamento por falta de dinheiro para pagar serviços básicos. Quem disse isso não é o governador Mauro Mendes, foi o Tribunal de Contas da União, analisando as contas públicas do governo federal. Então, é uma trajetória muito ruim”, dispara Mauro.
O chefe do Paiaguás, que ficou conhecido por recuperar as contas públicas de Mato Grosso, entende que é necessário mudar a trajetória do país e que, por isso, o ideal é ter à frente do Brasil um piloto experiente, que tenha coragem e saiba fazer, rechaçando aventuras políticas.
Nesse contexto, questionado se o melhor caminho então seria eleger um dos três governadores da direita, Mauro ressalta que essa decisão cabe ao eleitor brasileiro. Em seguida, afirma que a candidatura de Flávio Bolsonaro está caminhando para se consolidar e que ele também tem seus predicados, além de uma representatividade construída em sua carreira política e herdada do legado do pai, Jair Messias Bolsonaro.
Por fim, Mauro ressalta que o eleitor precisará ficar muito atento às propostas dos candidatos para não errar na escolha, afinal, serão mais quatro anos de mandato. “É muito tempo para você correr o risco de errar. Então eu só espero que o debate eleitoral no nosso país seja um debate maduro, consistente, realmente que produza resultado”.
Entre no grupo do MT EM PONTO no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI)








