O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) saiu em defesa da decisão do partido de não autorizar a desfiliação da vereadora por Cuiabá, Michelly Alencar, e afirmou que a legenda teve papel decisivo na sustentação de sua candidatura nas eleições municipais de 2024, quando ela conquistou a reeleição.
Segundo o parlamentar, o União Brasil apoiou a vereadora em momentos importantes de sua trajetória política e, por isso, espera que ela permaneça na sigla e dispute uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso nas eleições deste ano.
“É um direito, mas ela tem vaga definida no União Brasil. Se quiser ser deputada estadual, nós a recebemos com muito carinho, como fizemos quando apoiamos a sua reeleição. Fizemos tudo pela reeleição”, disse.
O deputado também afirmou que o partido contribuiu financeiramente para a campanha da parlamentar e ofereceu suporte político durante o processo eleitoral.
“Ela viveu um problema com pessoas ligadas ao Governo, mas nós bancamos a candidatura dela, o partido ajudou financeiramente. Por isso queremos que ela continue no partido”, acrescentou.
Resolução partidária restringe saídas
A declaração ocorre após o diretório estadual do União Brasil aprovar uma resolução interna que impede vereadores e outros ocupantes de mandato eletivo de deixarem a sigla para disputar eleições por outras legendas, salvo em situações excepcionais previstas na legislação eleitoral, como a chamada “janela partidária”.
A medida tem como objetivo evitar a perda de quadros políticos e fortalecer a nominata da legenda para as eleições proporcionais, nas quais o desempenho coletivo do partido influencia diretamente na distribuição das cadeiras.
Debate sobre chances eleitorais
Júlio Campos também rebateu a avaliação de Michelly Alencar de que poderia ser lançada apenas para cumprir cota de gênero, sem chances reais de eleição, especialmente porque o partido já conta com deputados estaduais que devem disputar a reeleição.
O parlamentar afirmou que a vereadora possui capital eleitoral suficiente para conquistar uma vaga no Legislativo estadual, destacando o desempenho obtido nas urnas na capital.
“Ela teve quase 5 mil votos para vereadora em Cuiabá. Uma pessoa que, disputando com mais de duzentos candidatos, faz essa votação na Capital tem condição de ser deputada estadual pelo União Brasil”, afirmou.
Projeção de votos e estratégia
De acordo com Júlio Campos, Michelly poderia ampliar significativamente sua votação ao disputar uma eleição estadual, especialmente com o apoio da estrutura partidária e alianças regionais.
“Ela sai de Cuiabá com no mínimo 20 a 25 mil votos e poderá completar o restante no interior. Estamos prontos para ajudá-la a levar o nome dela para o interior, porque queremos uma mulher da bancada do União Brasil aqui na Assembleia”, disse.
Nos bastidores políticos, a composição das chapas proporcionais tem sido marcada por negociações intensas entre lideranças partidárias, que buscam equilibrar nomes competitivos, representação regional e cumprimento das regras eleitorais, incluindo a obrigatoriedade de candidaturas femininas. A permanência ou saída de vereadores influentes pode impactar diretamente a estratégia eleitoral das legendas para o pleito estadual.
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