O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), Gilberto Figueiredo, pregou plena tranquilidade de seus atos à frente da pasta e às ações de aliados, em meio à mobilização da oposição do governador Mauro Mendes (União Brasil) para conseguir o emplacamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da Saúde), visando apuração de susposta fraude em processos licitatórios. A Operação Espelho I e II em 2021 e 2023, mirou um cartel formado por empresários atuando na saúde do estado de Mato Grosso.
Contudo, somente em 2026 o deputado Wilson Santos (PSD) conseguiu coletar as 8 assinaturas necessárias para a CPI. Questionado se atenderia uma possível convocação, Gilberto assegurou que está à disposição dos parlamentares, sem qualquer temor de exposição.
"Eu sou um cidadão público, um servidor público. Mas na função de secretário sou obrigado a atender qualquer solicitação que for necessária. Não sou sequer indiciado na Operação Espelho, mas [também] acredito que ninguém da minha equipe fez alguma coisa de ilícito. Mas se for convocado, estarei à disposição", disse ele, em entrevista na semana passada.
Ele foi enquadrado novamente sobre qual avaliação tirar da instalação depois de três anos de tentativa. Assim, evitou criticar os parlamentares que assinaram o requerimento, mas pontuou que o assunto foi investigado pela Polícia, sem que qualquer indiciamento da sua pessoa. "Eu não vou criticar a ação dos deputados. Eles têm a sua autonomia, são decisões que eu preciso respeitar. Lógico, não é confortável? Não é. É um assunto de três anos atrás que já foi amplamente discutido e investigado. Vou respeitar os deputados", emendou.
Deputados tentam retirar a assinatura do documento, alegando trairagem de Wilson, pois haviam assinado em 2023 e, como não houve instalação à época, acreditaram que o assunto estava encerrado. Contudo, com o documento engavetado, Wilson seguiu tentando apoio, situação que, depois da instalação, deixou deputados completamente descrentes com a postura, pela falta de confirmação da posição no atual cenário.
Posição do governador
O governador questionou o uso político da CPI em ano eleitoral. Ele figura como um postulante à disputa de uma cadeira no Senado Federal nas eleições deste ano, pelo União Brasil. O chefe do Executivo sustenta que os episódios já foram investigados pela Polícia Civil, no âmbito da Operação Espelho, e pelo Ministério Público, que chegou a oferecer denúncia. No entanto, os inquéritos e o processo foram suspensos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) em 2024.
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