O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) defendeu que o grupo político liderado pelo governador Mauro Mendes e pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) construa a futura chapa eleitoral distante do que classificou como “direita radical”.
A declaração foi feita nesta quinta-feira (19), em meio às articulações para a sucessão estadual de 2026. Para Botelho, a manutenção da unidade do grupo governista passa por uma posição de centro-direita, evitando alinhamentos mais ideológicos.
Críticas ao campo mais ideológico
Na avaliação do parlamentar, lideranças associadas ao campo mais à direita não teriam apresentado bons resultados quando estiveram à frente do Executivo.
"Eu continuo defendendo uma convergência, que esse grupo que construíram o que está aí procurem ficar juntos. Pessoas que estão no União Brasil, se falar que é de direita radical, é mentira, não é. Jayme não é, Mauro não é. Otaviano Pivetta não é. Eu nunca vi ações deles como radical de direita”, afirmou.
Botelho reforçou que vê o atual bloco político como moderado.
"Eles são de centro-direita e esse grupo precisa ficar unido. Porque vai haver polarização, mas os extremistas de direita vão continuar votando em quem for o candidato do Jair Bolsonaro", acrescentou.
Movimento político no Estado
A fala ocorre em um momento de rearranjo político em Mato Grosso. Nos bastidores, cresce a aproximação entre Pivetta e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), movimento visto como parte das articulações para 2026.
Na semana passada, Pivetta participou de reunião com Brunini e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O encontro tratou de cooperação em áreas como segurança pública, educação e habitação — temas que vêm sendo usados como vitrine administrativa por gestões alinhadas ao campo conservador.
Possível candidatura do PL
Apesar da aproximação institucional, a tendência dentro do Partido Liberal é lançar candidatura própria ao governo estadual. O nome mais citado é o do senador Wellington Fagundes, que já disputou o Palácio Paiaguás em 2018.
Para Botelho, entretanto, o desempenho eleitoral tende a favorecer candidaturas mais ao centro do espectro político.
"Esse perfil da direita, esse perfil que está aí não está produzindo nada, os resultados da direita radical, não está produzindo", concluiu.
Cenário em construção
O posicionamento do deputado evidencia a disputa interna por espaço no campo da direita mato-grossense. Com a sucessão estadual ainda em fase inicial, a definição de alianças deve depender do grau de unidade do grupo governista e da capacidade do PL de viabilizar candidatura competitiva própria.
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