Cuiabá, 25 de Julho de 2024

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Polícia Quarta-feira, 26 de Junho de 2024, 08:50 - A | A

Quarta-feira, 26 de Junho de 2024, 08h:50 - A | A

DURANTE SHOW

Promotor de Justiça é suspeito de importunação sexual contra a própria filha

Ele foi punido com suspensão do cargo, que em seguida se transformou em multa

Rdnews

Um promotor do Ministério Público de Mato Grosso, lotado em Cuiabá, foi punido com suspensão do cargo, que em seguida se transformou em multa, por suspeita de importunação sexual contra a própria filha, uma adolescente de 14 anos.

Segundo o boletim de ocorrência registrado pela mãe vítima em março deste ano, o caso aconteceu durante um show sertanejo, em Várzea Grande. A menina contou que ficou “incomodada” com os abraços “por trás”, dados pelo pai. Além disso, ele também teria esfregado o órgão nas nádegas da menina.]

Ainda conforme a adolescente, em certo momento, o promotor, que havia ingerido grande quantidade de whisky, estava sentado e a vítima em pé ao lado dele. O homem teria passado, algumas vezes, a mão nas partes íntimas dela.

A denunciante também afirmou que, durante o show, o suspeito ainda lhe ofereceu whisky e cigarro eletrônico, mas ela negou todas as vezes.

A mãe acrescentou que, em outras oportunidades, quando a filha estava na casa do pai, ele teria mostrado vídeo e foto de mulheres nuas com quem ele havia tido relações sexuais. Ele ainda teria contado detalhes para a jovem.

Ela esclareceu que não registrou o boletim de ocorrências antes porque estava se sentindo extremamente abalada emocionalmente e optou por levar a filha em uma psicóloga.

Após o registro do boletim de ocorrência e a denúncia no MP, o Conselho Superior do Ministério Público de Mato Grosso instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra o promotor.

Foram aplicadas duas penalidades ao promotor, sendo uma suspensão de 44 dias e outra de 16 dias. Em seguida, elas foram convertidas em multa.

O caso também é apurado pela Polícia Civil.

Outro lado

A reportagem  entrou em contato com o Ministério Público, que afirmou que não vai se pronunciar.

A reportagem também tentou falar com o promotor envolvido no caso, mas as ligações não foram atendidas e as mensagens não foram respondidas. O espaço segue em aberto para manifestação.

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