Cuiabá, 31 de Janeiro de 2026

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Polícia Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, 09:10 - A | A

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, 09h:10 - A | A

ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO

Polícia prende 3 servidores e bloqueia R$ 491 mil em esquema que "limpava" dívidas na Procuradoria

Operação Déjà Vu cumpre 43 ordens judiciais contra rede que usava senhas oficiais para falsificar dados e vender cancelamentos de impostos e registros na Procuradoria-Geral

Únicanews

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Déjà Vu, contra um esquema de corrupção sistêmica instalado no coração da Procuradoria-Geral do Município (PGM) de Cuiabá.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), revelou que servidores e intermediários transformaram o sistema público em um balcão de negócios, utilizando logins e senhas oficiais para inserir dados falsos e "apagar" dívidas e registros de forma criminosa.

A ofensiva resultou no bloqueio imediato de R$ 491.450,45 e no cumprimento de 43 ordens judiciais, incluindo três prisões, o afastamento de três funcionários públicos de suas funções e 12 mandados de busca e apreensão.

As investigações, que tiveram início em abril de 2025 após denúncias da própria Procuradoria, detalham que o grupo operava com precisão técnica para evitar suspeitas imediatas.

Utilizando credenciais privilegiadas, os envolvidos realizavam lançamentos e cancelamentos irregulares que beneficiavam contribuintes e empresas interessadas em se livrar de obrigações fiscais.

Intermediários eram os responsáveis por negociar essas alterações de registros administrativos em troca de propinas, prometendo soluções ilícitas que impactavam diretamente a arrecadação e a regularidade dos registros municipais.

O nome da operação, que em francês significa "já visto", foi escolhido porque os peritos identificaram que as fraudes seguiam sempre o mesmo roteiro, apresentando recorrência e similaridade operacional nas manipulações digitais.

Além de retirar os suspeitos de circulação, a Polícia Civil focou na asfixia financeira do grupo, realizando o sequestro de bens e valores para assegurar o ressarcimento aos cofres de Cuiabá.

Durante esta manhã, agentes realizaram varreduras em dispositivos eletrônicos para rastrear e identificar os beneficiários finais que pagaram para ter suas dívidas ilegalmente perdoadas, visando garantir a integridade da instrução processual e evitar a destruição de evidências.

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