Cuiabá, 19 de Junho de 2024

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Polícia Quarta-feira, 17 de Abril de 2024, 09:08 - A | A

Quarta-feira, 17 de Abril de 2024, 09h:08 - A | A

SUSPEITA DE PROPINA

Operação mira "gabinete do crime" e prende delegado em MT

As investigações apontam que ele e um investigador solicitavam vantagens indevidas

PJC- MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quarta-feira (17) a Operação Diaphthora, para cumprimento de 12 ordens judiciais decretadas em investigações que apuraram um esquema criminoso que teria sido montado por um delegado e um investigador de polícia no município de Peixoto de Azevedo.  

Um dos alvos é o delegado titular da delegacia de Peixoto de Azevedo, Geordan Fontenelle. Ele e o investigador foram presos. 

São cumpridos dois mandados de prisão preventiva, sete de busca e apreensão e três medidas cautelares. 

Os servidores são investigados pela suspeita de corrupção passiva, associação criminosa e advocacia administrativa.

As investigações iniciaram após denúncias recebidas no Núcleo de Inteligência da Corregedoria Geral, que apontavam o envolvimento de policiais civis, advogado e garimpeiros da região de Peixoto de Azevedo.

O caso envolveria situações como a solicitação de vantagens indevidas, advocacia administrativa e ainda o assessoramento de segurança privada pela autoridade policial, caracterizando, conforme a Polícia, a formação e uma associação criminosa.

Com o aprofundamento das investigações, foram identificados os servidores envolvidos no esquema. A Polícia diz que o mentor e articulador era o titular da Delegacia de Peixoto de Azevedo, Geordan Fontenelle, e um investigador da unidade, aliados a advogado e garimpeiros.  

A Polícia diz que ficou demonstrado no inquérito que o delegado e o investigador solicitavam o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos; exigiam pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial. 

Todos os esquemas e acertos levam à conclusão de que existia um verdadeiro “gabinete do crime”, diz a Polícia.

Diaphthora

O nome da operação é uma referência grega ao termo corrupção, cujo significado está atrelado à ideia de um organismo vivo que entra no corpo humano causando destruição dos órgãos pela ação nefasta dele.

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