Cuiabá, 17 de Maio de 2024

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Polícia Terça-feira, 26 de Março de 2024, 08:41 - A | A

Terça-feira, 26 de Março de 2024, 08h:41 - A | A

SE PASSAM POR FUNCIONÁRIOS

Operação mira em golpistas de UTIs em Mato Grosso e Goiás

Gazeta Digital

A Polícia Civil deflagrou a Operação Hospital Seguro na manhã desta terça-feira (26), com objetivo de cumprir 12 mandados de busca e apreensão domiciliar contra suspeitos de envolvimento em crimes de fraude eletrônica, associação criminosa qualificada e lavagem de dinheiro.  

A investigação apontou, que os suspeitos fazem parte de uma associação criminosa que tem acesso a dados de pacientes internados em hospitais de Mato Grosso e Goiás, geralmente em UTI’s, e fazem contato por telefone com familiares, se passando por servidor da unidade de saúde, pedindo dinheiro para que seja realizado, com urgência, algum procedimento médico/hospitalar.

Os mandados foram expedidos pela Vara Especializada da Infância e Juventude e pela 2ª Vara Criminal de Várzea Grande, que também determinou o bloqueio das contas bancárias utilizadas para receber os valores do golpe. As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Pedra Preta, Rondonópolis, Tabaporã e Sorriso.  

A operação, deflagrada com base em investigações da 1ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande, coordenadas pelo delegado André Monteiro, tem o objetivo de buscar elementos de prova em desfavor de 12 investigados pela prática dos crimes. Os familiares, já fragilizados com a situação do parente internado, tentam a todo custo salvar a vida de seu familiar, fazendo transferências de valores imediatamente, não percebendo que se trata de golpe, pois o criminoso dispõe de informações relevantes, levando a crer que o fato realmente existe.  

Outra situação que induz a vítima ao erro, são as chaves pix’s utilizadas pelos criminosos, geralmente algum e-mail que faz menção à área da saúde, como exemplo: “saúdeclinica@. . .” - “prontoatendimento@ . . .”. As vítimas somente desconfiam que foram enganadas, depois da insistência dos criminosos em tentarem mais transferências de valores e/ou cobrarem a direção do hospital as providências pelo “serviço pago”.   

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