A segunda fase da Operação Mamom, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta terça-feira (11) em Cuiabá, resultou na apreensão de veículos de alto valor supostamente ligados aos investigados por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Entre os automóveis recolhidos estão um Mercedes, um Corolla e duas caminhonetes — uma Hilux e uma Mitsubishi Triton — além de um semirreboque.
Segundo a investigação, os veículos fazem parte do patrimônio atribuído ao grupo criminoso e seriam utilizados tanto para a movimentação de recursos quanto para ocultar bens adquiridos com dinheiro proveniente de atividades ilícitas.
Sequestro de imóveis e bloqueio milionário
A operação também determinou o sequestro de imóveis vinculados aos investigados. Entre os bens estão duas casas avaliadas em cerca de R$ 900 mil, um terreno estimado em aproximadamente R$ 200 mil e dois apartamentos que somam cerca de R$ 500 mil.
Somados aos veículos e ao semirreboque, os bens móveis apreendidos chegam a aproximadamente R$ 700 mil. De acordo com a investigação, a Justiça já determinou o bloqueio de mais de R$ 13 milhões relacionados ao grupo, valor identificado após análise de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
As medidas cautelares foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, unidade responsável por analisar pedidos judiciais em investigações criminais. Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares diversas da prisão, incluindo o monitoramento por tornozeleira eletrônica. Todas as ordens judiciais são executadas na capital mato-grossense.
Estrutura financeira do grupo
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e apontam que o grupo movimentava valores milionários por meio de diversas contas bancárias, utilizando mecanismos para ocultar e dissimular recursos oriundos do tráfico de drogas.
Segundo os investigadores, parte das transações financeiras identificadas indicaria conexões com traficantes da região Nordeste do país, o que levanta a hipótese de que o grupo atuava como intermediário ou distribuidor dentro de uma rede interestadual de comercialização de entorpecentes.
Entre os investigados estão mãe e filho, ambos já com antecedentes relacionados ao tráfico de drogas.
De acordo com o delegado da Denarc, André Rigonato, o avanço das apurações permitiu rastrear um volume expressivo de recursos movimentados pelo grupo.
Segundo ele, os valores bloqueados pela Justiça já ultrapassam R$ 13 milhões, o que evidencia a estrutura financeira organizada utilizada para lavar dinheiro proveniente do tráfico.
Ainda conforme o delegado, esta nova etapa da operação busca aprofundar a investigação, reunir novas provas e atingir diretamente o patrimônio obtido por meio das atividades ilícitas.
Primeira fase ocorreu em 2025
A primeira fase da Operação Mamom foi deflagrada em 24 de junho de 2025 e resultou no cumprimento de 14 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e sequestro de veículos vinculados aos investigados.
Naquela etapa, além da apreensão de automóveis, os policiais localizaram uma arma de fogo e quatro tabletes de substância análoga à pasta base de cocaína, escondidos em um fundo falso de um dos veículos utilizados pelo grupo.
Três pessoas foram conduzidas em flagrante na ocasião pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
A Polícia Civil não descarta novas fases da operação, já que a análise do material apreendido — incluindo documentos, celulares e registros financeiros — ainda está em andamento e pode revelar outros envolvidos na organização criminosa.
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