Cuiabá, 21 de Maio de 2024

icon facebook icon instagram icon twitter icon whatsapp

Polícia Terça-feira, 12 de Dezembro de 2023, 08:09 - A | A

Terça-feira, 12 de Dezembro de 2023, 08h:09 - A | A

Investigação em Sp

Influencer é alvo de operação da PF que mira tráfico de drogas e desvio de produto químico para fazer crack

Polícia cumpre mandados na empresa Anidrol, indústria química em Diadema, na Grande SP, que tem como sócio o influenciador fitness Renato Cariani. Ele, que tem mais de 7 milhões de seguidores, também é alvo de busca e apreensão.

Isabela Leite, g1 sp

A Polícia Federal realiza, na manhã desta terça-feira (12), uma operação contra o tráfico de drogas e o desvio de um produto químico usado na produção de crack.

Segundo os investigadores, o principal alvo é a empresa Anidrol, uma indústria química que fica em Diadema, na Grande São Paulo, e tem como sócio o influenciador fitness Renato Cariani.

Ele, que tem mais de 7 milhões de seguidores, também é alvo de busca. O g1 tenta contato com a defesa do influenciador. 

 Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, sendo 16 em São Paulo, um em Minas Gerais e um no Paraná.

Outro suspeito é Fabio Spinola, que já foi preso por envolvimento nesse tipo de crime em operação da PF no Paraná.

O grupo é suspeito de desviar toneladas de um produto químico para produzir entre 12 e 16 toneladas de crack.

A operação é realizada em conjunto com Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO do MPSP) de São Paulo e a Receita Federal.

Histórico

 A investigação começou em 2022, depois que uma empresa farmacêutica multinacional avisou a PF de que havia sido notificada pela Receita Federal sobre notas fiscais faturadas em nome dela com pagamento em dinheiro não declaradas.

A farmacêutica alegou que nunca fez a aquisição do produto, que não tinha esses fornecedores e que desconhecia os depositantes.

A partir de tais informações, a Polícia Federal iniciou a investigação e identificou que entre 2014 e 2021 o grupo emitiu e faturou notas em nome de três empresas grandes de forma fraudulenta: AstraZeneca, LBS e Cloroquímica.

A PF pediu prisão dos envolvidos, o Ministério Público foi favorável, mas a Justiça negou.

 

Reprodução/Instagram/@renato_cariani

influencer2.jpg

 

 

 

influencer3.jpg

Produto químico usado para produzir o crack — Foto: Divulgação/PF

Comente esta notícia

Av. Brasil, 107-W

Cuiabá/MT

(65) 99962-8586

[email protected]