Cuiabá, 31 de Agosto de 2025

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Polícia Quinta-feira, 14 de Agosto de 2025, 22:41 - A | A

Quinta-feira, 14 de Agosto de 2025, 22h:41 - A | A

OPERAÇÃO DATAR

DJs presos movimentam R$ 32 milhões em contas em 8 anos em MT

Dois ex-servidores da AL transacionaram R$ 240 mil com alvo

Da Redação

Os DJs Patrike Noro de Castro e Diego de Lima Datto são apontados pela Polícia Civil como suspeitos de movimentar cerca de R$ 32 milhões ligados ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. A prisão dos dois ocorreu nesta quinta-feira (14), durante a deflagração da operação Datar.

De acordo com as investigações, o grupo ao qual eles pertenciam teria movimentado mais de R$ 185 milhões. Uma decisão da juíza Fernanda Mayumi Kobayashi, proferida no último dia 17, aponta que Patrike Noro sozinho movimentou mais de R$ 21,8 milhões entre janeiro de 2015 e dezembro de 2023.

A magistrada destacou que o montante é incompatível com a renda declarada pelo DJ. “A discrepância é acentuada, visto que seus rendimentos formais declarados entre 2019 e 2023 somam apenas R$ 153.848,99, o que representa menos de 1% do total movimentado”, registrou no documento.

Ainda segundo a decisão, Patrike teria triplicado seu patrimônio entre 2021 e 2023, saltando de R$ 54.250,00 para R$ 190.184,29 sem justificativa de renda lícita. A apuração também revelou gastos expressivos, como compras de até R$ 116 mil no cartão de crédito.

Os investigadores apontam movimentações que reforçam a suspeita de ocultação de valores. “A movimentação de R$ 271.792,51 em 210 depósitos em 16 cidades (01/02/2016 a 04/08/2017), com R$ 168.287,51 via caixas eletrônicos e R$ 49.010,00 em dinheiro vivo, e a movimentação de R$ 195.691,00 em 202 depósitos em 19 cidades (02/05/2017 a 28/03/2019), com R$ 138.086,00 via caixas eletrônicos e R$ 56.325,00 em dinheiro vivo, demonstram a pulverização e dissimulação”, argumentou a Polícia Civil.

No caso de Diego, os levantamentos mostram que ele movimentou mais de R$ 10,4 milhões entre janeiro de 2015 e dezembro de 2023, sem qualquer declaração de Imposto de Renda que justificasse os valores. Foram identificados R$ 681.153,40 distribuídos em 455 depósitos realizados em 21 cidades diferentes, parte deles em espécie e parte via caixas eletrônicos.

Em outro período, entre setembro de 2017 e março de 2019, Diego transferiu R$ 291.046 mil, divididos em 212 depósitos feitos em oito cidades. As investigações também detectaram o uso de contas de terceiros, incluindo as de seus pais.

Servidores da AL

A operação identificou ainda movimentações de R$ 109 mil e R$ 131 mil destinadas a dois servidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Thiago Inoue e Vinicius Curvo Nunes. Ambos foram exonerados após serem alvos de mandados de busca e apreensão.

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